
Até o final do século XIX, cabia aos comissários do Físico-mor e do Cirurgião-mor a fiscalização das medidas de higiene e de defesa de saúde em cidades coloniais.Os físicos ou licenciados é que praticavam a medicina no Brasil. Sua atuação estava restrita à realização de sangrias, à aplicação de ventosas, à cura de feridas e de fraturas, sendo-lhes vetada a administração de remédios internos, que era privilégio dos médicos formados em Coimbra.
As principais orientações com relação à saúde pública seguiam normas da metrópole portuguesa, e compreendiam a inspeção das boticas(farmácias), vistoria dos hospitais, fiscalização da prática médica, determinação e medidas de caráter sanitário, exame de candidatos ao exercício profissional e a cassação de diplomas e demais licenças.
Segundo relatos da época, a cidade do Rio de Janeiro apresentava condições sanitáriasprecárias, tendo em vista a grande incidência de moléstias ditas endêmicas como sarna, erisipela, empigens, tuberculose, bouba, morféia, elefantíase, bichos dos pés, leucirréia, dispepsia, edemas de pernas e de moléstias de caráter epidêmico, como as febres interminentes e as Bexigas (varíola). Segundo os médicos da época, a principal causa das moléstias encontrava-se no tipo de clima presente, quente e úmido, e na depravação do ar decorrente da altura baixa dos pavimentos na cidade.
Postado por: Silva Jardim, 87807.
Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2008/02/29/a_medicina_a_saude_no_municipio_da_corte-426031413.asp 31/07/2008
2008-07-31
Saúde
Postado por família real às 18:16
Marcadores: As conseqüêcias da vinda no desenvolvimento da ciência
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário