Mostrando postagens com marcador A vinda da corte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A vinda da corte. Mostrar todas as postagens

2008-08-28

Causas da Vinda

Engana-se quem acha que a idéia da corte portuguesa de se mudar para uma de suas colônias foi tomada de última hora.Na tentativa de avanço dos tercios do duque de Alba, o prior do Crato terá sido aconselhado a buscar um reduto além-Atlântico. Tempos depois, o padre António Vieira apontou idéia semelhante a dom João IV, associando-a ao vaticínio da fundação do Quinto Império. Mais tarde, sem ameaça militar iminente, o diplomata dom Luís da Cunha defendeu a idéia de se transferir para o Brasil a sede da monarquia portuguesa.

Perante a ameaça militar, além de sugerida, a idéia teve inícios de concretização quando a Espanha invadiu Portugal como conseqüência do "Pacto de Família"(aliança formalizada a 15 de Agosto de 1761 entre França e Espanha, países então governados por membros da Casa de Bourbon, contra o então denominado Reino Unido da Grã-Bretanha.), chegando o marquês de Pombal a mandar aprontar uma esquadra que transportaria o rei D. José I e a sua corte.
No novo contexto internacional criado pelo Império de Napoleão Bonaparte, a idéia da retirada para o Brasil voltou à tona, sendo defendida pelo marquês de Alorna em 30 de Maio de 1801 e, em 16 de Agosto de 1803, por dom Rodrigo de Sousa Coutinho.

  • O Bloqueio Continental

Nos primeiros anos do século XIX grande parte da Europa estava sob o domínio de Napoleão Bonaparte, que se tornara imperador francês, em 1804. O único obstáculo à consolidação de seu Império na Europa era a Inglaterra, que, favorecida por sua posição insular, por seu poderio econômico e por sua supremacia naval, não conseguiria conquistar. Para tentar dominá-la, Napoleão usou a estratégia do Bloqueio Continental, ou seja, decretou o fechamento dos portos de todos os países europeus ao comércio inglês. Pretendia, dessa forma, enfraquecer a economia inglesa, que monopolizava o mercado consumidor europeu com seus produtos manufaturados. Com essa medida, Napoleão buscava garantir mercados consumidores para as manufaturas francesas.

O decreto, datado de 21 de novembro de 1806, dependia, para sua real eficácia, de que todos os países da Europa aderissem à idéia e, para tanto, era crucial a adesão dos portos localizados nos extremos do Continente, ou seja, os do Império russo e os da Península Ibérica, especialmente os de Portugal. O Acordo de Tilsit, firmado com o tzar Alexandre I da Rússia, em julho de 1807, garantiu a Napoleão o fechamento do extremo leste da Europa. Faltava agora o fechamento a oeste, quer dizer, os portos das cidades de Lisboa e do Porto, fosse por meio de acordo ou de ocupação militar.

Um grande problema para os planos expansionistas de Napoleão era a posição dúbia do Governo de Portugal, que relutava em aderir ao Bloqueio Continental devido à sua aliança com a Inglaterra, da qual era extremamente dependente. O príncipe D. João, que assumira a regência em 1792, devido ao enlouquecimento de sua mãe, a rainha D. Maria I, estava indeciso quanto à alternativa menos danosa para a Monarquia portuguesa.

Sendo um reino decadente, cuja grande riqueza eram as suas colônias, especialmente o Brasil, Portugal não tinha como enfrentar Napoleão. Permanecer na Europa significava, portanto, ficar sob a esfera de dominação francesa. A alternativa que sua aliada, a Inglaterra, lhe apontava como a melhor era a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, que passaria a ser a sede do reino. Essa alternativa contava com o apoio de uma parte da nobreza portuguesa sendo, também, bastante atraente para os interesses ingleses.

O sentimento de inferioridade de Portugal em relação às demais potências européias é apontado pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda como um forte motivador para o desejo da instalação da Corte no Brasil, quando diz que "...o luxo da Corte não apaga no reino a consciência da inferioridade dentro de velho continente. Portugal está cansado de ser pequeno, e, reatando a antiga vocação transmarina pela voz de alguns expoentes, toma a consciência de que pode ser muito grande...".

Muitos dos letrados do reino reconheciam que a importância de Portugal no cenário internacional devia-se à sua rica Colônia americana, e a viam como sua tábua de salvação. Para os que defendiam essa idéia, o ideal seria a implantação, no Brasil, de um Império luso-americano. Assim, tendo em vista a difícil situação em que se encontrava o Governo português, imprensado entre os interesses ingleses e franceses, era natural que essa possibilidade fosse lembrada como a melhor das soluções. Dessa forma, a expansão napoleônica na Europa e a ameaça de invasão de Portugal por suas tropas serviram de elemento desencadeador de uma idéia há muito elaborada.Para pressionar o príncipe-regente D. João, Napoleão enviou-lhe um ultimato, em agosto de 1807, para que rompesse com a Inglaterra e prendesse os súditos ingleses que habitassem o reino, confiscando-lhes os bens. Caso não cumprisse as ordens, Portugal seria invadido pelas tropas francesas comandadas pelo general Junot. Os ingleses, por seu lado, também se movimentavam para proteger seus bens e seus súditos em Portugal da ameaça francesa, levando-os para a Inglaterra. Ao mesmo tempo tentavam forçar D. João a se decidir a embarcar para o Brasil.

· Os Interesses Ingleses

Para os ingleses a vinda da Corte para a Colônia era muito importante, pois, por meio de acordos diplomáticos, poderiam conseguir inúmeras vantagens para os seus negócios. Esse comércio serviria de compensação para os prejuízos econômicos causados pelo Bloqueio Continental. Outro fator de interesse dos ingleses na questão dizia respeito à possibilidade de utilização dos portos brasileiros para fazer chegar suas mercadorias à região do rio da Prata, bem como facilitar sua estratégia de penetração militar na América espanhola.

A insistência do embaixador inglês em Portugal, Lord Strangford, em convencer o príncipe-regente a deixar logo Lisboa relaciona-se ao temor de que a esquadra portuguesa, concentrada no rio Tejo, caísse em poder das forças napoleônicas. Não interessava aos ingleses que o imperador francês tirasse algum proveito do reino e de suas colônias. Com a situação ficando cada vez mais tensa, após um segundo ultimato francês, a Coroa portuguesa se viu forçada a assinar uma Convenção secreta com a Inglaterra, em 22 de outubro de 1807, pela qual os dois países acertavam os termos de uma cooperação caso Portugal fosse obrigado a se voltar contra a Inglaterra, para evitar a guerra.

A Convenção secreta, assinada em Londres por representantes dos dois países, detalhava as várias medidas passíveis de ser tomadas por Portugal na questão, e previa as ações necessárias à sua proteção, a cargo da Inglaterra, em qualquer caso. A posse da Colônia americana, de cuja riqueza dependia a Metrópole, era a preocupação máxima tanto da Coroa portuguesa, como da Inglaterra, que a via como grande fonte de lucros. O documento dispunha, também, sobre a transferência temporária da sede da Monarquia portuguesa para a Colônia, no caso de Portugal ser invadido. Enfatizava ainda a recomendação do príncipe-regente para que nenhuma assistência fosse prestada a qualquer oficial francês, nem no Brasil, nem na ilha da Madeira. Esse acordo foi elaborado pelos ingleses, por meio do Lord Strangford, que buscava, dessa maneira, tornar o Governo português ainda mais dependente e, com isso, obter o maior número de concessões possível.

A viagem começa no dia 29 de novembro de 1807,saindo do porto de lisboa e comandada pelo vice-almirante Manuel da Cunha Souto Maior.

Engana-se quem acha que a idéia da corte portuguesa de se mudar para uma de suas colônias foi tomada de última hora.Na tentativa de avanço dos tercios do duque de Alba, o prior do Crato terá sido aconselhado a buscar um reduto além-Atlântico. Tempos depois, o padre António Vieira apontou idéia semelhante a dom João IV, associando-a ao vaticínio da fundação do Quinto Império. Mais tarde, sem ameaça militar iminente, o diplomata dom Luís da Cunha defendeu a idéia de se transferir para o Brasil a sede da monarquia portuguesa.

Perante a ameaça militar, além de sugerida, a idéia teve inícios de concretização quando a Espanha invadiu Portugal como conseqüência do "Pacto de Família"(aliança formalizada a 15 de Agosto de 1761 entre França e Espanha, países então governados por membros da Casa de Bourbon, contra o então denominado Reino Unido da Grã-Bretanha.), chegando o marquês de Pombal a mandar aprontar uma esquadra que transportaria o rei D. José I e a sua corte.
No novo contexto internacional criado pelo Império de Napoleão Bonaparte, a idéia da retirada para o Brasil voltou à tona, sendo defendida pelo marquês de Alorna em 30 de Maio de 1801 e, em 16 de Agosto de 1803, por dom Rodrigo de Sousa Coutinho.

A viagem começa no dia 29 de novembro de 1807,saindo do porto de lisboa e comandada pelo vice-almirante Manuel da Cunha Souto Maior.

BIBLIOGRAFIA

Enciclopédia de História Globo Multimídia

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u378947.shtml

09/08/2008

OLIVEIRA LIMA, Manuel de - D. João VI no Brasil, 2a ed, Rio de Janeiro, José Olympio, 1945.

SEPÚLVEDA, Cristóvão A. M. - História Orgânica e Política do Exército Português - Provas, volume XVII, Invasão de Junot em Portugal, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1932.

SARDINHA, António - Ao Ritmo da Ampulheta, 2ª edição, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1978, pp. 246-256.

WILCKEN, Patrick - Império à Deriva. A corte Portuguesa no Rio de Janeiro 1808-1821. Trad. de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2005.



Postado pelo aluno Nycollas, Número 40515

2008-08-27

A vinda da corte e a sua influência na Linguagem






No início do séc. 16 haviam vários dialetos na recente colônia portuguesa. Haviam os indígenas, que por si só já representavam uma grande diversidade de dialetos. Ainda haviam os colonizadores portugueses e com a escravidão, vieram os africanos, com suas diversas línguas.

Vale ressaltar que além desses três grandes grupos culturais que contribuíram para a formação do português do Brasil (portugueses, índios e africanos), vários outros grupos europeus – entre eles os espanhóis, os franceses, os ingleses e os holandeses – aumentaram ainda mais o plurilingüismo e o pluriculturalismo, a partir de 1808, quando se deu a abertura dos portos às nações amigas do país.

Um novo afastamento entre o português americano e o europeu aconteceu quando a língua falada no Brasil colonial não acompanhou as mudanças ocorridas no falar português (principalmente por influência francesa) durante o século XVIII, mantendo-se fiel, basicamente, à maneira de pronunciar da época da descoberta. Uma reaproximação ocorreu entre 1808 e 1821, quando a familia real portuguesa, em razão da invasão do país pelas tropas de Napoleão Bonaparte, transferiu-se para o Brasil com toda sua corte, ocasionando um reaportuguesamento intenso da língua falada nas grandes cidades.
A fala popular brasileira apresenta uma relativa unidade, maior ainda do que a da portuguesa, o que surpreende em se tratando de um país tão vasto. A comparação das variedades dialectais brasileiras com as portuguesas leva à conclusão de que aquelas representam em conjunto um sincretismo destas, já que quase todos os traços regionais ou do português padrão europeu que não aparecem na língua culta brasileira são encontrados em algum dialeto do Brasil.

Dialetos do Brasil

Há pouca precisão na divisão dialetal brasileira. Alguns dialetos, como o dialeto caipira, já foram estudados, estabelecidos e reconhecidos por lingüistas, tais como Amadeu Amaral. Contudo, há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialetos e, atualmente, aceita-se a classificação proposta pelo filólogo Antenor Nascentes e outros.

Fontes:
http://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/historia.htm,
acessado em 27/08/2008, às 12:21

http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa#Dialectos_de_Portugal,
acessado em 27/08/2008, às 12:30

Postado pela aluna Luana, número 40521

2008-08-26

Os preparativos para a viagem

Em 26 de novembro de 1807, os portugueses já sentiam a angústia do abandono. Dom João, nesta mesma data, publica um decreto declarando:

" Tenho procurado por todos os meios possíveis conservar a neutralidade de que até agora tem gozado os meus fiéis e amados vassalos e apesar de ter exaurido o meu Real Erário, e de todos os sacrifícios a que me tenho sujeitado, chegando ao excesso de fechar os portos dos meus reinos aos vassalos do meu antigo e leal aliado, o rei da Grã-Bretanha , expondo o comércio dos meus vassalos a total ruína, e a sofrer por este motivo grave prejuízo nos rendimentos de minha coroa. Vejo que pelo interior do meu reino marcham tropas do imperador dos franceses e rei da Itália , a quem eu me havia unido no continente, na persuasão de não ser mais inquietado (...) e querendo evitar as funestas conseqüências que se podem seguir de uma defesa, que seria mais nociva que proveitosa, servindo só de derramar sangue em prejuízo da humanidade, (...) tenho resolvido, em benefício dos mesmos meus vassalos, passar com a rainha minha senhora e mãe, e com toda a real família, para os estados da América , e estabelecer-me na Cidade do Rio de Janeiro até a paz geral."

Há exatamente 200 anos, a Família Real Portuguesa, acompanhada de ministros, padres e nobres embarcou em dezenas de navios rumo ao Brasil. Foi uma saída tumultuada, com carruagens abarrotadas de roupas, pratarias, louças.
Em Lisboa, a movimentação no porto era mais intensa a cada dia. Carruagens, arcas e caixotes cheios de louças, documentos, a baixela real e mais tesouros. Centros de mesa, jóias e metade de todo o dinheiro que circulava no país.
Em 27 de novembro, amanheceu chovendo em Lisboa, e as carruagens tiveram dificuldade para atravessar as ruas cheias de lama até o Cais de Belém, onde tinham poucos navios para tantos passageiros. Foi um grande tumulto, com caixas e bagagens para todos os lados. No fim, embarcaram a Família Real, com os nobres, os ministros, os juízes, alguns padres e soldados. Foi um dia de dolorosas separações para as famílias que, depois disso, ficaram divididas por um oceano.

Postado pela aluna Silva Jardim, Numero 87807
Fonte: http://www.passeiweb.com/saiba_mais/fatos_historicos/brasil_america/vinda_da_familia_real 31/07/2008

2008-08-25

O Embarque e a Viagem da Corte

A hesitação de D. João em cumprir as determinações de Napoleão fez com que se visse com o Exército francês praticamente às suas costas. Sem saída, embarcou para o Brasil com toda a família real e a Corte, cerca de 10 mil pessoas da aristocracia, além de trazer todo o Tesouro português. Este embarque, realizado às pressas, como uma fuga, apenas um dia antes de as tropas napoleônicas ocuparem Lisboa, tirou a grandeza da idéia da transferência da Corte.

Alguns historiadores, como Oliveira Lima, consideram que a vinda da Corte para as terras americanas foi uma inteligente e feliz manobra política. Para ele, agindo assim, D. João "escapava, de todas as humilhações sofridas por seus parentes castelhanos e mantinha-se na plenitude dos seus direitos, pretensões e esperanças. Era como que uma ameaça viva e constante à manutenção da integridade do sistema napoleônico. (...)." Entretanto, há aqueles que a vêem como uma deserção covarde, não percebendo nela qualquer resquício de estratégia política.

O embarque de milhares de pessoas e seus pertences, em um dia bastante chuvoso, foi extremamente confuso, visto D. João ter se decidido em cima da hora. Todo um aparelho burocrático vinha para a Colônia: ministros, conselheiros, juizes da Corte Suprema, funcionários do Tesouro, patentes do Exército e da Marinha e membros do alto Clero. Baús com roupas, malas, sacos e engradados seguiam junto com as riquezas da corte. Obras de arte, objetos dos museus, a Biblioteca Real com mais de 60 mil livros, todo o dinheiro do Tesouro português e as jóias da Coroa iam sendo colocados nos porões dos navios, bem como cavalos, bois, vacas, porcos e galinhas e mais toda a sorte de alimentos.


BIBLIOGRAFIA

Enciclopédia de História Globo Multimídia

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u378947.shtml

09/08/2008

OLIVEIRA LIMA, Manuel de - D. João VI no Brasil, 2a ed, Rio de Janeiro, José Olympio, 1945.

SEPÚLVEDA, Cristóvão A. M. - História Orgânica e Política do Exército Português - Provas, volume XVII, Invasão de Junot em Portugal, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1932.

SARDINHA, António - Ao Ritmo da Ampulheta, 2ª edição, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1978, pp. 246-256.

WILCKEN, Patrick - Império à Deriva. A corte Portuguesa no Rio de Janeiro 1808-1821. Trad. de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2005.

Postado por Nycollas (número 40515) em 12/08/2008

2008-08-24

Peculiaridades da Viagem

Na madrugada do dia 27 de novembro de 1807 os membros da Família Real saíram de Lisboa.Em 30 de novembro as esquadras portuguesa e inglesa, são surpreendidas por uma forte tempestade que dispersa os navios.
Em 5 de dezembro de 1807 os navios se reagruparam. Em 8 de dezembro uma nova tempestade formada por ventos do sul dispersa novamente os navios.Dia 10 de dezembro eles conseguem a muito custo se reagrupar novamente.
Em 11 de dezembro a frota avista a Ilha da Madeira . No dia 18 de janeiro de 1808 chegam à costa da Bahia . No dia 22 são avistados pelos habitantes de da Cidade de Salvador os primeiros navios da esquadra.
Às quatro horas da tarde do dia 22 de janeiro de 1808 todos finalmente todos os navios da esquadra estavam fundeados e o Conde da Ponte, governador da Bahia vai à bordo do navio Príncipe Real. No dia 23 é a vez dos membros da da Câmara de irem à bordo do navio Príncipe Real.

Postado pela aluna Silva Jardim, Numero 87807
Fonte: http://www.passeiweb.com/saiba_mais/fatos_historicos/brasil_america/vinda_da_familia_real dia 31/07/2008

2008-08-21

Reação da população portuguesa

A população de Lisboa assistia atônita a toda essa movimentação. Não podia acreditar que estivesse sendo abandonada pelo príncipe-regente e demais autoridades, levando tudo o que estivesse à mão, deixando-a totalmente desamparada para enfrentar o Exército de Napoleão. Lisboa estava um caos. Junot e sua tropa, apesar de bastante desfalcada, não tiveram problema para dominar a cidade, cuja população estava atordoada com o que consideravam uma fuga vergonhosa.

Mais tarde, no Rio de Janeiro, na nova sede do Reino, essa situação seria assim traduzida em versos populares:

"É chegado a Portugal
O tempo de padecer,
Se te oprime a cruel França
Sorte melhor hás de ter".

"Quem oprime os portugueses,
Quem os rouba sem ter dó?
É esta tropa francesa
De quem é chefe Junot".

BIBLIOGRAFIA

Enciclopédia de História Globo Multimídia

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u378947.shtml

09/08/2008

OLIVEIRA LIMA, Manuel de - D. João VI no Brasil, 2a ed, Rio de Janeiro, José Olympio, 1945.

SEPÚLVEDA, Cristóvão A. M. - História Orgânica e Política do Exército Português - Provas, volume XVII, Invasão de Junot em Portugal, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1932.

SARDINHA, António - Ao Ritmo da Ampulheta, 2ª edição, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1978, pp. 246-256.

WILCKEN, Patrick - Império à Deriva. A corte Portuguesa no Rio de Janeiro 1808-1821. Trad. de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2005.

Postado por Nycollas (número 40515) em 12/08/2008



2008-08-19

Conseqüências Gerais

Consequências em geral:

-O Rio de Janeiro passa a ser capital do império português;
-O Brasil deixa de ser colônia temporariamente, pois
passou a ser reino e suas capitanias passaram a ser chamadas de províncias;.
-D. João cria o Banco do Brasil, a casa da moeda, a Junta Geral de Comercio e a Casa de Suplicação.
-Foi autorizada a instalação de manufaturas;
-Deu-se a abertura dos portos às nações amigas;
-Foram criados três ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha e o da Fazenda e Interior;
-Foi incentivada a construção de estradas, já que o Brasil praticamente não as tinha;
-Os portos foram melhorados;
-Foi criada a Academia Real Militar e a Academia da Marinha;
-Foi criada a Escola de Comércio, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia de Belas-Artes;
-Foram criadas duas faculdades de Medicina e Cirurgia, uma no Rio de Janeiro e outra em Salvador;
-Foram fundados o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real e o Jardim Botânico
-Foi construído o Teatro de São João;
-D.Joao VI manda invadir a Guiana Francesa e a Provincia Cisplatina, etc

Em resumo: se o sudeste já estava em evidência devido ao ciclo do ouro, passou a dominar e centralizar politica e economicamente o restante do Brasil. O centralismo político e a desatenção aos graves problemas sociais das outras regiões acabaria provocando diversas revoltas no período regencial (balaiada, cabanagem, farroupilha, etc.)

Conclusão: A vinda da corte real para o Brasil, sofisticou e "civilizou" de certa forma o Brasil, colocando-o em destaque, passando de mera colônia, a reino com rica fauna e flora.



http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080619131428AAu1Ue6, ACESSADO em 19 08 de 2008, às 19:10
Postado pela Aluna Luana, número 40521

2008-08-17

Consequência na Economia, no Governo e no Exercito

A abertura dos portos as nações amigas:

Quando D.João IV chegou ao Brasil, ele assinou a Carta Régia de 28 de Janeiro de 1808, conhecida como "Abertura dos portos às nações amigas". Estipulava o documento, em suas duas cláusulas, que as alfândegas poderiam receber "todos e quaisquer gêneros, fazendas e mercadorias transportadas em navios das potências que se conservam em paz e harmonia com minha coroa,ou em navios dos meus vassalos", e que não só os vassalos, mas os sobre ditos estrangeiros poderiam exportar para os portos que quisessem todos os gêneros e produções coloniais, a excessão do pau-brasil e de outros notoriamente estancados, "a beneficio do comércio e da agricultura".

A economia no Brasil:


A indústria de tecidos, que começava a se desenvolver com êxito na região sudeste, foi estrangulada por decisão da rainha D.Maria I, que em 1785 declarou extintas todas as fábricas têxtis na colônia. Esse decreto foi revogado por D.João IV,em 1808, a par com outras medidas tendentes ao desenvolvimento da indústria e do comércio. Ainda na Bahia, o príncipe-regente já decretava a incorporação da primeira companhia de seguros, autorizava a instalação de uma fábrica de vidro, cultura de trigo e fábricas de moagem.

O governo:

Quando D.João IV chegou ao Brasil ele tratou logo de nomear os titulares dos ministérios do reino, marinha e ultramar, da guerra e estrangeiros, além de criar o real etário (depois ministério da fazenda) os conselhos de estado, militar, e da justiça, a intendência geral da polícia, a casa da suplicação, o desembargo do paço, a mesa da consciência e ordens, o conselho da fazenda, a real junta do comércio, agricultura, fábricas e navegação, o juízo dos privilégios, as chancelarias e as superintendências. Ficava assim montado o sistema governamental da época ,além de garantir empregos aos fidalgos que acompanharam a comitiva real em sua fuga para o Brasil. As primeiras providências do príncipe-regente, ao cabo de tantos anos
de abandono, foram recebidas como sinal de redenção.
Estabelecida a corte no Rio de Janeiro, começaram a afluir os governadores de Minas Gerais e São Paulo, em busca de amparo e proteção para as suas capitanias, agora transformadas em províncias.

A justiça:


O vice-rei jamais pode exercer em plenitude e extensão sua autoridade. Os "Baxas" como eram conhecidos os governantes e capitães-generais, eram os senhores todo-poderosos, que mandavam e desmandavam despoticamente até onde alcançassem suas respectivas jurisdições. A justiça era mais incipiente e deficiente que se pode supor: apenas uma relação de segunda estancia na Bahia e outra no Rio de Janeiro para toda a colonia, e ainda assim dependentes de Lisboa. Os processos se arrastam com tal lentidão que muitas vezes era preferível sofrer uma injustiça e conformar-se com ela do que aguardar a reparação do dano, quase sempre decepcionante, ao final de uma inútil e dispendiosa campanha.
D.João, ainda como príncipe-regente, procurou amenizar essa situação. A casa de suplicação, instituída em 1808, substituiu o supremo tribunal de Lisboa e instituiu mais duas relações: uma em São Luís do Maranhão , em 1813, e outra em Recife, em 1821.
Mesmo assim, a administração de D.João teria muito atrito com a classe dos aristocratas. Não aceitavam o serviço militar, recusavam-se a pagar impostos e mostravam-se ciumentos dos benefícios que engrandeceram o Rio de Janeiro.

Curiosidade:
D.João confiscou as melhores casas no Rio de Janeiro e mandou colocar o selo P.R., o povo ironicamente interpretou como "ponha-se na rua".

Opinião:
O governo de D.João era muito autoritário e a justiça era lenta como a de hoje. D.João começou esse projeto de desenvolvimento da região sudeste do Brasil, que hoje é a mais "desenvolvida" do Brasil, em termos de dinheiro. D.João enfrentou muitas adversidades com isso. Ele também iniciou o trabalho militar no Brasil, caso alguém quisesse ataca-lo.

postado por G.Fernandes 40562 (26/08/2008)
enciclopedia Barça 2000 e 2001, em cd-rom. 18:17

2008-07-15

Mudanças com a vinda da Família real

O Brasil foi descoberto em 1500, mas só foi inventado a partir de 1808. Até então, era uma grande fazenda extrativista de Portugal. Não havia a noção do que era ser brasileiro. As províncias estavam isoladas e se reportavam diretamente a Lisboa. Quando a corte chega ao Brasil, passa a funcionar como um centro agregador dos interesses das diferentes regiões. Começa a surgir o sentimento de identidade nacional. Dom João chega e cria várias instituições nacionais. Tanto assim que o que comemoramos em 2008 não são apenas os 200 anos da chegada da corte. O Brasil inteiro está comemorando 200 anos: a imprensa, a indústria, o comércio, a propaganda, o mobiliário. O código genético brasileiro está em 1808, para o bem e para o mal. Por um lado, foi um período de muita corrupção, desigualdade social e criminalidade. Por outro, estava surgindo um país grande e integrado que se reconhecia como Brasil. Também um país relativamente tolerante do ponto de vista racial.















Dom João vem para o Brasil não apenas fugindo de Napoleão. Ele tem um empreendimento civilizatório. Já na Bahia, abre os portos para o comércio internacional. No Rio de Janeiro, autoriza a instalação de fábricas, além de outras decisões que deixam clara a intenção de transformar a cidade na sede da corte portuguesa. Esse era um projeto antigo. Já existia pelo menos 250 anos antes. Ele abre estradas, demarca fronteiras, fortifica os portos e reforma a arquitetura da cidade. Dom João nomeia um intendente de polícia, uma espécie de prefeito, que é um verdadeiro agente civilizador - responsável, por exemplo, por trocar todas as gelosias por vidraças. O Rio se sofistica muito e bem rapidamente.



É preciso considerar que a cidade, de apenas 60 mil habitantes na época, suja e cheia de ratos, tem que se transformar numa capital européia. Antes, o saneamento da cidade era confiado aos escravos, que levavam tonéis com fezes e urina para as praias. O intendente então começa a aterrar pântanos, abrir esgotos, cuidar da iluminação pública, dos calçamentos...
Antes de 1808, o Rio era uma cidade muito atrasada, com pouquíssima cultura. Era uma sociedade de traficantes de escravos, tropeiros, senhores de engenhos e mercadores de ouro e diamante. Com a chegada da realeza, ela se torna uma verdadeira sociedade da corte, pois chegam milhares de pessoas habituadas a uma vida um pouco mais sofisticada - apesar de que a corte portuguesa era muito atrasada. Porém, como
a representação diplomática portuguesa também se estabelece no Rio, chegam os embaixadores franceses, ingleses, espanhóis, italianos, que demandam uma cultura muito mais sofisticada. Chegam também comerciantes, artistas, viajantes. Há a transferência de um público consumidor de cultura, que faz com que a cidade se sofistique. Ainda era uma corte muito caipira. Mas as pessoas, inclusive os colonos ricos, que eram semi-
analfabetos, começam a ganhar títulos de nobreza e passam a freqüentar os saraus da corte e o teatro.

Os hábitos alimentares mudam muito. Os viajantes ficavam escandalizados com os jantares na casa dos brasileiros. Comia-se com a mão ou com a faca que carregavam na bainha. Também era muito comum o vizinho meter a mão no prato do outro e vice-versa. A comida era muito simples: carne, feijão, farinha de mandioca e alguns legumes. Com a chegada da corte, há uma certa sofisticação. Primeiro nos eventos sociais, como os saraus. Dentro da casa, demora um pouco mais. Há uma mudança da culinária. O preparo do bacalhau, por exemplo, ganha sofisticação. Antes ele era comido seco. Chegam também os famosos doces conventuais.


Fonte: http://casa.abril.com.br/casaclaudia/edicoes/0561/casas/mt_278491.shtml

Data: 29/08

Postado por: Silva Jardim, 87807

 
©2008 Elke di Barros Por Templates e Acessorios