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2008-08-29

Produção Artística - Artes

Artes



O Brasil naquela época era marcado por um cenário de miséria tropical, o que foi chocante aos artistas franceses que chegaram ao país em 1816, com o objetivo de criar a “ Academia Imperial de Belas Artes “ ( AIBA ). Segundo historiadores parece ter existido uma convergência de interesses.De um lado, artistas formados pela academia francesa inesperadamente desempregados. De outro, uma monarquia estacionada na América do Sul e carente de representação oficial.
Entre os pintores franceses que desembarcaram em nosso país, podemos dar destaque para Jean-Baptiste Debret, que teve o desafio de retratar a realidade brasileira na época, no entanto mesmo produzindo cerca de 30 pinturas em sua estada, críticos dizem que o pintor encontrou certa dificuldade. Não só Debret tentou expressar a realidade do país em obras, artistas como Félix Émile Taunay, Johan Moritz Rugendas, Thomas Ender, entre outros , também buscaram relatar a realidade local. Mas foi apenas Debret que fugiu dos padrões formais dos outros pintores para se arriscar em novos rumos da arte.



Algumas das obras importantes de Debret :

A coroação de D. Pedro I





Retrato de D. João VI





A aclamação de D. Pedro I






O que fica evidente é que apenas após a chegada da corte, que o país teve um avanço cultural relevante, antes disso o Brasil vivia uma realidade de miséria cultural. Basicamente o que deu inicio a esta " revolução cultural " foi a criação do AIBA pelos franceses, pois a partir daí os artistas se comprometiam em destacar a realidade do país e dar uma representação oficial para corte .



Postado por : Yan Leal Rodrigues


http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=544 29/08/08 22:08


www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext... 29/08/08 22:21


http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/12.3.htm 22:41

2008-08-27

Produção Artística- Arquitetura



Arquitetura

Uma das evidentes mudanças com a chegada da Família Real no Brasil foi a grande revolução arquitetônica ocorrida, principalmente no Rio de Janeiro, para que a cidade se tornasse digna de ser uma capital real. No entanto a grande maioria das obras ocorridas foram patrocinadas pelos fluminenses membros da elite, empolgadas com a chegada de dom João, essas pessoas investiram na reforma de praças e até na pavimentação de ruas.


Mas a motivação principal foi a possibilidade de morarem ao lado do príncipe regente. A família real portuguesa bancou pequenas obras na nova corte, como a construção de três chafarizes, o prédio da Academia de Belas Artes --que hoje se transformou em um estacionamento e o primeiro prédio do quartel, atual Palácio Duque de Caxias.





Como exemplos de locais que sofreram grandes mudanças com a chegada da corte portuguesa e que hoje são pontos turísticos ou até mesmo perderam o valor podemos citar:




· A Quinta da Boa Vista abriga o Zoológico do Rio e o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, administrado pela UFRJ.




· Já no Paço Imperial, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), funciona um centro cultural com exposições, biblioteca e lojas.








· A fazenda São Cristóvão teve um destino triste. No terreno doado para o Exército, sobrou
apenas a fachada da igreja que existia nos tempos de dom João.





Durante essa fase inicial da chegada da família real, podemos perceber a grande motivação da elite fluminense para que a cidade do Rio de Janeiro ficasse de acordo com a grandeza da família real portuguesa. Mas não foi uma tarefa fácil para abrigar a família real, foi preciso improvisar. Os prédios já existiam, mas precisaram ser reformados, no entanto mesmo com todas as mudanças, as residências imperiais que a corte encontrou aqui no Brasil não chegavam perto do luzo das edificações portuguesas.






Postado por : Yan Leal Rodrigues



2008-08-19

Produção Artística- Música

Musical


A chegada da família real mudou bastante a dinâmica do cenário musical brasileiro. O gosto pela música fez com que D. João VI instituísse por aqui “uma orgia musical”.
A chegada de D.João ao Brasil mudou bastante a dinâmica do cenário musical do país, em especial no Rio de Janeiro , onde houve uma valorização na profissão do músico e em suas obras, até então praticamente restritas às músicas litúrgicas. Para entender essas mudanças, no entanto, vale a pena fazer um breve histórico da música no Brasil colonial. Na verdade não há muito material disponível sobre os dois primeiros séculos de vida musical por aqui, mas há o suficiente para saber que no Brasil durante o século XVI e XVII a música esteve sempre ligada a igreja e era principalmente utilizada pelos portugueses como instrumento de conversão dos indígenas. Com o passar das décadas, o maior número de músicos foram se concentrando na Bahia e em Olinda, em sua maioria negros ou escravos, afinal, o músico era como outro funcionário qualquer da casa do senhor. O quadro começa a mudar mesmo no século XVIII, pois a mineração em MG gerou um crescimento econômico muito grande, e com ele surgiram artistas como escritores, arquitetos, escultores e músicos.



Postado por Yan Leal Rodrigues

http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=544, acessado em 19/08/08, às 17:38.

2008-08-17

Produção Artística: Teatro

Teatro:

As informações mais antigas que temos sobre atividades teatrais no Brasil se referem aos autos religiosos que o padre José de Anchieta fez encenarem-se para auxiliar na catequese dos índios. Não há dados sobre representações cênicas anteriores à chegada dos portugueses(a menos que consideremos as cerimônias e festas dançadas de algumas tribos brasileiras como representações). Na cidade mineira de Vila Rica (atual Ouro Preto) há registros de apresentações teatrais ocorridas no século XVIII, no período do ciclo do ouro. Em 1810, D.João VI manda construir o Real Teatro de São João (atual teatro João Caetano), onde se apresentam companhias portuguesas. Durante o reinado de D.Pedro I ,surge o primeiro grande ator, João Caetano dos Santos, que se destaca em interpretações de personagens das tragédias de Shakespeare. Surge também o primeiro grande autor teatral:Luís Carlos Martins Pena
(foto à direita).
Suas comédias são talvez foram o primeiro retrato do cotidiano da sociedade brasileira da época, mostrado de forma satírica. Entre as suas peças, podemos citar "O juíz de paz na roça", "O Judas em Sábado de Aleluia", e principalmente "O Noviço", sua peça mais representada até hoje. A partir de 1840, escritores importantes passam a escrever obras para o palco, como Joaquim Manuel de Macedo (autor do romance A Moreninha), que escreveu "Lusbela e O Fantasma Branco", José de Alencar, com "O Demônio familiar" e "As asas de um anjo", Gonçalves Dias, com "Leonor de Mendonça", e Machado de Assis, com "Lição de Botânica". Joaquim José de França Júnior de certa forma foi o continuador do estilo de Martins Pena, com obras satíricas que retratam a vida no Segundo reinado, em peças como "Um Carnaval no Rio", "Caiu o Ministério" e "Como se Fazia um deputado".

Opiniao:
A produção teatral começou com os jesuítas em suas catequisações e após começaram a vir os autores, mas nenhum ao nível de Shakespeare. E continuamos não tendo um que consiga ter sua obra valorizada.Eram comédias satíricas e como hoje também mostravam o cotidiano Brasileiro por um ponto de vista diferente.

postado por G.Fernandes 40562 (26/08/2008)
enciclopedia Barça 2001, 2002, 2003, em cd-rom 18:29

 
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